Postagens

Mostrando postagens de maio, 2014

Pânico na praia

Pensamentos desencontrados invadem repentinamente a minha paz. Acelero meus passos como quem é perseguido por um estranho suspeito. Sinto um arrepio que congela minha pele, é como se um perigo invisível estivesse ao meu redor e eu não pudesse enxergar. sem perceber corro. Todos olham sem entender . Meus batimentos cardíacos param. O mar me chama. O sol queima e tapa a minha visão. Continuo correndo mesmo sem enxergar. Além de cego não consigo respirar. Jogo-me na areia quente e sinto meu corpo em chamas. Os homens da praia querem me pegar. Não posso deixar . -Me solte, me solte ! Grito desesperado e eles não me largam.  -Parei, parei, chega. Desmaio ouvindo eles dizerem "peguem o drogado !"

Abandono

Achei que não podia confiar em você, eu estava certa. Você partiu meu coração em pedaços e o levou com você. Agora eu vivo aqui com a minha dor, ou o que restou dela, pois quando se perde o coração se perde a capacidade de viver.

RESUMO FILOSÓFICO

É RETÓRICO, O QUE REALMENTE INTERESSA NÃO SE EXPLICA. EMERGE ALGO QUE SE APLICA NA FUGA DO NÃO INTERESSANTE. INCONSTANTE, A CORRERIA PARA E DISPARA, O GANHO NÃO SE COMPARA. LEITURA, REESTRUTURA NOVA CULTURA. VISÕES REALIZAÇÕES LÓGICA  REAL TOTAL QUE NÃO É UNIVERSAL.

Uma rua

A cada passo uma lágrima. A cada pedra uma memória. os casarões destruídos remetem a um luxo do passado. os meninos de rua deitados em papelões remetem ao sofrimento de quem não tem qualidade de vida nesse espaço. os turistas sobem e descem fotografando o que um dia foi a dor do escravo. o fraco e oprimido no passado ainda hoje continua deitado e humilhado neste chão. As calçadas com suas baianas sorridentes. As rodas com capoeiristas que jogam alegremente fazendo a alegria e embelezando a fotografia. O vendedor ambulante, agora registrado, cobra alto, fazendo cara a lembrança. E assim, é o dia a dia na rua do Pelourinho, nossa desesperança.