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Parabéns , Fulana!

"Feliz aniversário , querida! Muitos anos de paz, de vida ,  de saúde e tudo que há de melhor !" Palavras não expressam  tudo que quero dizer - te, não traduzem o mar de desejos que tenho para você e por você . Se eu pudesse , faria  de teu corpo meu doce favorito , devoraria  cada pedaço . Se eu pudesse , ascenderia  o fogo do teu desejo e  jamais deixaria apagar. Se tu deixasse , te faria o melhor ,ao invés de apenas desejar . Se tu deixasse ,  se eu pudesse ... Se existisse nós, seríamos uma , enlaçadas , embaraçadas nos nós que o corpo faz quando ama.

Amargo amor

Bate em meu peito , um coração Bate não , espanca Arrebenta Estraçalha Humilha Ameaça. Dizem : só o amor constrói Digo : Amor  dói Destrói o peito de quem ama demais , Demasiadamente  ama , demasiadamente sofre Amor é dor . Peito ama dor . Amador que não sabe controlar os sentimento Amador que se importa com o outro, ainda que o outro não mereça . Quem ama mais , sofre mais Chora mais Apanha mais . Sigamos amando , versando poemas baratos , esperando o falido amor romântico .

Verdades ilusórias

A quem tentar enganar ? Se tuas verdades nem pertencem a ti Se tuas mentiras lhe soam pobres Se tuas palavras saem apenas  da boca De um sub cérebro que não é o teu A quem tentar salvar Se não salvaste nem a tu mesmo Se estás num mar de perdição Onde adormeceras a tal coerência? sofrer pelo que é, digno sofrer pelo engano , mediocre Se te dói os ombros o fardo do acordo , rasga o trato !

As curvas dela

Analisando sua foto de perfil cheguei a uma conclusão : eu gosto da curva que a sua boca faz quando sorrir Gosto de cada centímetro de seu sorriso. Eu não entendia meu incontrolável bom humor perto de você , e a constante necessidade  de  te arrancar o riso . Uma satisfação invade meu corpo ,liberando as enzimas do prazer sempre que te vejo sorrir . Agora eu entendi , gosto das curvas do seu sorriso Curvas levemente assimétricas sutis como as de um esboço de uma pintura . Os contornos de sua boca embelezam ainda mais a expressividade de seu sorriso . Quero passear em tuas curvas, mulher .

Status ?

status pra quê ? Viver não cabe numa imagem Não cabe num poema Não cabe num filme Talvez não caiba nem na própria vida Quem dirás em 150 caracteres... Existir é demasiadamente complexo . Adriele do carmo

Possibilidades

Eu posso ser RP ou camareira. Posso acreditar em Jesus, em Oxum, nos dois, em nenhum . Posso fundar um partido , ou ser anarquista. Posso beijar meninos , ou meninas. Posso beijar os dois , três ,quatro...centos . Posso torcer para o Real Madrid ou para o vitória . Posso usar vestidão, ou minissaia. Eu vivo as possibilidades . Padrões são caixotes enferrujados , meu bem . jogue -os fora. A existência não é alfabeto ,é sopa de letras. Beba quente! Ascarmo

Corpoesia

Corpo é templo , É território a ser explorado, Cuidado, Amado, Aproveitado. Corpo é lar , Morada da alma , Universo de sensações . Corpo é político . Corpo é prazer , E dor , Também amor . Meu corpo é o que eu sou. Corpo é poesia. Corpoesia. Ascarmo

Festa da Carne

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Então é carnaval! Abadá, pipoca, curtição. E eu no camarote do sofá, vendo um bloco de séries na  Netflix. Parecia mentira: Logo eu, a maior foliona que salvador respeita, em casa em pleno domingo de carnaval. Era muita vontade pra pouca verba. -Salário na conta! - Primeira mensagem do dia no Whatsapp. Levantar da cama numa manhã de segunda nunca havia sido tão animado.  Peguei meu cartão, fui no “Bompreço" comprar Skol Beats  de R$2,29(nos circuitos era R$5,00), aproveitei para comprar umas frutas, com tamanho fluxo de pessoas e doenças na cidade é necessário fortalecer os anticorpos. Camiseta regata, short jeans e sapatilha. Uniforme de foliona padrão em salvador. #Partiu avenida #respeitaasminas . Chegando à lapa, antes do circuito da festa, uma fila quilométrica para a revista policial. Mulheres de um lado, homens do outro (E as pessoas trans para qual lado vão?). Minha vez chegou. Um policial fez a minha revista. Não faz sentido ter filas divididas por...

Lugar Comum

Segundo domingo de fevereiro de 2017. Acordo obstinada a escrever a melhor crônica que já escrevi  até aqui. Algo possível, afinal o tema do texto seria o meu bairro, o bairro da Santa Cruz. Lugar que moro desde 1996, lugar que eu  descobrir ser capaz de andar de olhos fechados sem tropeçar quando tinha uns 9 anos. Tomei café, lavei o cabelo e sentei diante do notebook cheia de vontade, vazia de inspiração. - Sobre o que vou escrever ? Pensei em voz alta. - Sobre a imagem violenta que o bairro tem na mídia em detrimento aos projetos socioculturais , não, já está "manjado". Sobre o som alto dos vizinhos também não, todo mundo fala disso . Eram duas da tarde e eu não conseguia pensar em nada bom o bastante para escrever. A situação já estava me deixando frustrada. Eu moro na Santa Cruz desde que nasci, conheço cada casa da Rua Onze de Novembro, como poderia estar tendo dificuldades para escrever sobre algo corriqueiro? Esse era o problema: Escrever sobre um tema banal. Fal...